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Lei de apoio à cultura contempla projeto de Artes Visuais na Chapada dos Veadeiros

Updated: Sep 23, 2022

A exposição Brasil Terra Indígena, da artista Luana Medeiros, ganhou espaço em Alto Paraíso de Goiás para relatar, por meio de fotos, manifestos de povos indígenas pelo direito à vida e cuidados com a natureza.



O projeto teve o apoio da Lei Aldir Blanc, criada no início da pandemia para fortalecer o setor cultural.  A exposição está no Espaço de Cultura Lótus, onde, ocorreram também, oficinas gratuitas com povos originários.


As fotos-documentário de Luana Medeiros foram feitas no decorrer das manifestações “Levante pela Terra”, em agosto de 2021 e "Acampamento Terra Livre", em abril de 2022. De acordo com a artista,  esses foram um dos maiores movimentos indígenas da história do país.



"Os manifestos ocorreram no mesmo período em que o Congresso Nacional pautava a votação de Projetos de Lei que vão na contramão dos direitos constitucionais indígenas", explicou a fotógrafa. 


Oficinas


Foi o Cacique e Pajé Maná Shanenawa quem abriu a primeira roda da exposição, no dia 12 de maio,  compartilhando histórias, cantos, tradições e cosmovisões de seu povo, diretamente do coração da Amazônia.



Já no dia 21 de maio, foi a vez do indígena Levi Tapuia, fotógrafo, videomaker e comunicador, ministrar uma oficina de fotografia aos jovens da Escola Estadual Professor Gerson de Farias em parceria com o IPEARTES/SEDUC.



Jovens aplicando os conhecimentos de fotografia profissional com celular


A terceira oficina foi realizada no dia 1 de junho pelo povo Fulni-ô, representados por Tupya e Henzio, que apresentaram à turma de Matemática, do 7º ano, elementos de sua cultura como as pinturas corporais feitas com urucum e jenipapo (utilizando a Geometria Sagrada), suas músicas e danças circulares, além de seus artefatos tradicionais.


Apresentação da cultura Fulni-ô e dança sagrada.

Tupya e Henzio realizando as pinturas corporais nos alunos


No último dia de roda, o Tupã Mirim Ju Yan do povo Guarani, conduziu a oficina "A Terra Ancestral" onde falou sobre Nhandereko (modo de ser e viver Guarani), mudanças climáticas e as possibilidades para o futuro da Mãe Terra. Yan é jovem aprendiz na aldeia Tekoa Itakupe em São Paulo e estudante de Geografia na  Universidade de Brasília (UNB). O indígena atua em diferentes áreas correlacionando a espiritualidade ancestral com a conscientização da sociedade brasileira.


Luana Medeiros e Tupã Mirim Ju Yan

Roda Cultural Guarani "A Terra Ancestral"


Catálogo


Outra peça fundamental da exposição, é o catálogo Brasil Terra Indígena que, além das fotografias, contém cinco entrevistas realizadas presencialmente com indígenas de diferentes estados do Brasil, abordando temáticas como território, resistência, demarcação, preservação das florestas, direito, cultura, ancestralidade e espiritualidade. Os entrevistados foram Reginaldo Tapirapé (MT), Cerizi Terena (MS), Andre Guajajara (PA), Cacica Acuab (RS) e Varîsina Varinawa (AC).





A versão digital do catálogo pode ser acessada e baixada gratuitamente por meio do link:



Cultura Lótus


De acordo com a fotógrafa Luana Medeiros, a cidade de Alto Paraíso está passando por um processo de rápido crescimento, porém ainda tem poucos espaços de cultura: "Apesar da expansão do turismo em Alto Paraíso,  a cidade não tem nenhum museu e o Espaço Lótus se consolidou como um dos poucos centros culturais da cidade", salientou.


A artista ainda ressalta que, o espaço, que também funciona como hospedaria, é reconhecido por acolher povos originários de diversas etnias e promover atividades de divulgação das culturas indígenas, como cerimônias com medicinas tradicionais e rodas de artes e cantos com os indígenas que saem de suas aldeias para disseminar suas culturas ancestrais, prezando pela conexão íntima, honrosa e protetora da natureza. 


Há um ano,  em julho de 2021, um incêndio destruiu por completo uma das principais estruturas do Espaço Lotus - a casa que funcionava como hostel e moradia fixa de mulheres artistas, incluindo Luana Medeiros. "Neste processo de renascimento das cinzas, a realização da exposição Brasil Terra Indígena, bem como as atividades culturais da programação, vieram afirmar ainda mais a missão do Cultura Lótus como espaço cultural de grande importância para a difusão das culturas indígenas na cidade de Alto Paraíso de Goiás", contou.


Visitação


Após integrar exposições no Memorial dos Povos Indígenas em Brasília e no Festival Aya de Música Medicina, a exposição Brasil Terra Indígena está de volta ao templo do Espaço Lótus. Para visitar a exposição ou adquirir uma obra de arte, basta entrar em contato com os dirigentes do espaço pela rede social @culturalotus para agendar um horário.


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